Pouca terra, pouca terra, o comboio vai parar
e nós a ver o mar
Pouca terra, minha terra, muita terra por andar
e nós a ver o mar
Sempre a ver navios lá ao longe a passar
a caminho do horizonte
Como se o destino nunca fosse chegar
ou não se lembrasse da gente
Barlavento, sotavento, cataventos a soprar
e nós a ver o mar
Pouca terra, pouca terra, terra à vista de alcançar
e nós a ver o mar
Sempre a ver fantasmas lá ao longe a espreitar
brumas, nevoeiros, tormentas
Hoje é maré alta, amanhã vou zarpar
lua cheia quebra o encanto
Sebastião ali sentado à beira mar
Sem ver o mundo a mudar
Sebastião olha o ditado popular
Antes desengano que andar enganado
Pouca terra, pouca terra, falta pouco para chegar
e nós a ver o mar
Passatempo, contratempo, o mau tempo há-de acabar
e nós a ver o mar
Sempre a ver navios lá ao longe a passar
no oceano do esquecimento
Preso nas muralhas de castelos no ar
em memórias de desencanto
Sebastião ali sentado à beira mar
Sem ver o mundo a mudar
Sebastião olha o ditado popular
Antes desengano que andar enganado
Onde andará esse mar, nunca dantes navegado
Onde foi a nau que lutou, porque sonha o outro lado e não voltou...
Antes desengano que andar enganado
Sebastião ali sentado à beira mar
Sem ver o mundo a mudar
Sebastião olha o ditado popular
Antes desengano que andar enganado
Pouca terra, pouca terra, o comboio vai parar
e nós a ver o mar
[Xaile]
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
(E Nós) A Ver-O-Mar
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1 comentário:
Uma lufada de ar bom.
Digamos que o boneco completo está bom; elas são bonitas, dançam bem, cantam bem. A música é demasiado pop, tanto na poesia musical, como na poesia verbal.
Podemos dizer que se fecharmos os olhos perdemos muito... mas a maior força pró "xaile", são muito lindas :-) Têm espaço!
Viva a música portuguesa
venerando-te
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